Posto aqui um texto escrito por uma amiga sobre a discussão se existe ou não a reencarnação.
Namastê Ada!
"Se acharmos que uma grande desgraça nos espera, certamente veremos o que vier a ocorrer como uma desgraça. Se estivermos aguardando por um momento de iluminação, de expansão da consciência, provavelmente é isso que provaremos. Se acharmos que tudo é história da carochinha e que nada mudará, provavelmente nossos olhos não conseguirão enxergar nenhuma mudança verdadeira.
Em qualquer circunstância, pode-se dizer que o nosso padrão de pensamento cria a nossa realidade. Tudo o que vivenciamos é interpretado e decodificado a partir das crenças e ideias que alimentamos a respeito. Por exemplo, diante da mesma afirmação da Bíblia, em questões extremamente controvertidas em que católicos, protestantes e espíritas pensam de forma diametralmente oposta, todos eles defendem, com total honestidade, a ideia de que no que está dito em determinada passagem (a mesma para todos) está precisamente a prova de que eles estão certos e os outros errados. E cada um deles acredita piamente nisso.
Assim, é possível que talvez não exista "realidade" e "verdade" como algo absoluto. No nosso mundo físico, material, toda e qualquer realidade é relativa, e não há como dissociá-la do referencial a partir do qual ela é vista. Hoje sabemos que a matéria como algo sólido não existe, no entanto ela é absolutamente real aos nosso sentidos.
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A nossa verdade, por exemplo, é que para nós o mundo é colorido, a verdade do cachorro é que o mundo é preto e branco, a verdade do inseto é que o mundo é quadriculado. Animais que enxergam cores fora do nosso espectro veem um mundo em cores para nós inexistentes. É duvidosa a existência de um mundo "absoluto" e, como seres humanos, jamais saberemos se existe e, em caso positivo, como seria, pois vivemos no mundo que podemos e que acreditamos conhecer.
Durante o sonho, o sonho não é real? E muitas vezes, não mudamos os contextos, no sonho, ao nosso bel prazer? Do mesmo modo, durante a nossa vida, a vida é real para nós, e dela fazemos o que queremos, já que não temos como contrastá-la simultaneamente com qualquer "outra realidade". Isso se estende muito além do mundo captado pelos sentidos físicos. Estende-se ao mundo do conhecimento, das ideias, das crenças e da imaginação. Estende-se à totalidade do nosso ser, daquilo que ele pensa que é, e do mundo em que ele pensa que está.
Em sentido absoluto, nada sabemos. Como dizia Sócrates, "o meu único saber é que sei que nada sei". Admitir isso significa fazer o que a fìsica quântica hoje está fazendo: abrir-se para toda e qualquer possibilidade, sem excluir nenhuma, já que tudo aquilo que nossa mente excluir, excluído estará, ipso facto, do nosso universo pessoal de possibilidades. Por que e para que nos limitarmos? Alguns dirão: para não enlouquecermos. Mas não seria uma loucura maior fecharmos tantas portas mentais, a priori, impedindo que uma série de "realidades" possa ocorrer conosco, já que as expurgamos desde logo do campo dos pensamentos das "possibilidades possíveis"? Acaso é possível, fora do universo físico que conhecemos, afirmar a existência de "possibilidades impossíveis"?
Claro que essa visão constitui abominação para qualquer religião, já que toda religião tem a pretensão de nos oferecer um pacote de "verdades absolutas". E nem poderia ser diferente, já que toda religião foi criada e organizada por homens, embora estes sempre se atribuam a condição de arautos do próprio Criador.
Se o ser humano se levasse menos a sério e fosse menos obsecado pela "verdade", talvez ele conseguisse experienciar um campo de "realidade" muito maior, se permitindo tangenciar "realidades" bem mais interessantes e criativas das que ele se permite "conhecer".
Assim como os budistas dizem que a única coisa permanente é a impermanência, parece fazer todo sentido dizer que a única coisa absoluta, para o ser humano, é a total relativização ou, se se preferir, que a única verdade, para o ser humano, é a ilusão.
Lembro-me de que uma vez você ficou chocada quando, ao me perguntar sobre a reencarnação, eu disse que, provavelmente, os que acreditassem nela reencarnariam, ou achariam que reencarnariam, e os que não acreditassem, não reencarnariam, ou assim achariam. Concordo que parece um discurso totalmente absurdo, Mas talvez não necessariamente o seja.
O verdadeiro alcance e a magnitude da célebre advertência: "Assim como creres, assim será", talvez seja bem mais literal e infinitamente mais amplo do que se possa supor."

3 comentários:
BOM DIA.
Estou dando uma passada rápida para dar uma satisfação de minha ausência por estes dias. Estou com a casa cheia de gente, filhos e genros, desde terça-feira. Amanhã cedo eles retomarão suas vidas normalmente. Daí posso voltar com mais calma. No momento existe uma fila para entrar na internet (rs).
Beijo grande.
Namastê!
Lindo dia pra você.
Quanto ao texto, tenho tantas dúvidas, que não me atrevo a comentar.
beijinho
Realmente Silvia, as dúvidas são muitas, mas as reflexões são válidas. Se não tivessemos dúvidas não buscaríamos respostas. Seria tudo tão claro que parece que o movimento contínuo do universo cessaria. Tudo muda o tempo todo. Verdades viram dúvidas e vice-versa. E assim a vida acontece e desaparece. Grata por sua visita. Bjs
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