segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Seja mais paciente

A virtude da paciência pode ajudar bastante no caminho para a criação de um self mais pacífico e amoroso. Quanto mais paciente você for, mais complacente será, em vez de insistir para que a vida seja exatamente como você gostaria que fosse.
Sem paciência, a vida é extremamente frustrante. Você se torna facilmente irritável, aborrecido, entediado.
A paciência aumenta a dimensão de bem-estar e compaixão em sua vida. É essencial para a paz interior.
Tornar-se mais paciente implica em abrir o coração para o momento presente, mesmo que você tenha dificuldade com relação a isso.

As seis perfeições do Budismo

1. Generosidade
Uma das principais práticas da filosofia budista, é também sinônimo de doação. Mais do que abrir mão dos bens materiais e de consumo, ela implica disposição para dar algo ao outro de maneira espontânea e de boa vontade.O primeiro passo para você alcançá-la em plenitude é superar o apego. “Pensar na transitoriedade das coisas, inclusive do corpo, diminui nossa ligação excessiva a tudo que nos rodeia. Dê o possível agora e deseje intensamente ser capaz de se desapegar daquilo de que é mais difícil renunciar”, aconselha Geshe Sonam Rinchen.O exercício de tal atitude e a compreensão da transitoriedade das coisas evitam que soframos exageradamente na ausência de objetos, pessoas ou posses que consideramos importantes. Ele recomenda: “Não adie uma ação generosa. Aproveite cada oportunidade que surgir na vida, pois possuir muito é inútil e, quanto maior a doação, mais recursos virão em nossa direção”. Do ponto de vista do budismo, o excesso de bens materiais, além de não trazer a real felicidade para a vida, gera concentração de riqueza de um lado e miséria do outro. Já a divisão dos recursos é capaz de criar prosperidade para todos. Vale lembrar mais uma vez que a generosidade só tem valor quando é sincera, feita com alegria e sem esperar nada em troca.
2. Disciplina ética
Formado pela junção de duas qualidades igualmente importantes e profundas, esse preceito se manifesta de três maneiras diferentes: a coibição do mal, a criação da virtude e o trabalho voluntário pelo próximo.Para o budismo, o mal se expressa por meio de toda atitude física e verbal que possa prejudicar os outros e a nós mesmas. Por isso, um dos papéis da disciplina ética é justamente evitar a impulsividade, o arrependimento e levar à consciência plena das palavras e dos atos diários.“O primeiro passo para ter essa virtude é reconhecer e admitir os pensamentos e ações faltosos como tais”, diz Rinchen. Depois vem a necessidade de transformar suas atitudes: “Você está fazendo o que sempre fez, não é de surpreender que as coisas estejam na mesma. Se quiser que elas sejam diferentes, terá de mudar de hábitos”, orienta.
3. Paciência
Mais do que a simples calma, a paciência representa a capacidade de permanecer com a mente serena em qualquer situação, aceitando voluntariamente as adversidades e confiando que, aconteça o que acontecer, será para seu bem. Ela seria, em linhas gerais, uma compilação da tolerância, da resignação e da fé. Mas é preciso, entretanto, diferenciar a paciência da supressão da raiva, alerta Rinchen. “Quando a raiva simplesmente submerge, persiste como ressentimento, e a paz e a harmonia não são possíveis enquanto houver mágoa”, diz. A paciência seria então o contrário da raiva, a possibilidade de perceber as dificuldades e defeitos dos outros e de compreendê- los, sem julgar, criticar ou condenar. Algo que não é fácil, é claro, mas que pode ser conquistado pouco a pouco. Outro alicerce dessa virtude é a esperança. “Assim como o dia é seguido pela noite e a noite pelo dia, bons e maus períodos se sucedem. Quando houver maus períodos, tome coragem e pense que o sofrimento não durará para sempre”, sugere.
4. Sabedoria
Raiz de todas as qualidades, essa é uma virtude importante para a prática de todas as outras. Sem ela, a generosidade, a disciplina ética, a paciência, o esforço entusiástico e a concentração se tornam cegos. Para Rinchen, é ela que faz com que cada virtude se torne mais forte. Até mesmo para ser generoso, é preciso ser sábio, dizem os especialistas. “O inferno está cheio de boas intenções, por isso é importante sabermos quem e como ajudar para não acabarmos prejudicando quem recebe”, explica Enio Burgos, fundador da Associação Meditar, em São Paulo. O simples ato de dar dinheiro a uma criança de rua, por exemplo, pode parecer uma boa ação, mas corre o risco de contribuir para o mal, caso ele seja usado para a compra de drogas. Essa visão mais abrangente das causas e consequências de nossos atos é a sabedoria, virtude que pode ser adquirida com estudo, observação da realidade e fortalecimento de um olhar mais profundo sobre a existência humana.Buda disse: “Muitos problemas do mundo têm raiz na ignorância”. Na visão budista, negar que não fazer o bem aos outros nos prejudica explica, em parte, o caos que vivemos. O inverso também é verdadeiro: o bem que fazemos volta para nós. “Se percebêssemos a vida como uma oportunidade de nos tornarmos pessoas melhores e enxergássemos no outro um igual, não haveria tanto sofrimento”, diz Burgos.
5. Concentração
Você tem o hábito de fazer mil coisas ao mesmo tempo e de estar sempre preocupada com problemas que ainda não aconteceram? Para o budismo, esse comportamento demonstra que sua mente não está tranquila, pois foi dominada pelo medo e pela ansiedade, emoções contrárias à felicidade. A melhor maneira de combater esses sentimentos, diz Rinchen, é se esforçar para manter a atenção no aqui e agora, vivenciando cada momento por vez, com total concentração, sem perder o foco, haja o que houver. “Precisamos estar mais presentes em cada ato de nossa vida”, afirma o escritor Enio Burgos. “Vejo pais tão apressados ao buscarem os filhos na escola que mal esperam a criança entrar no carro para acelerar. Sabemos que todos têm uma vida corrida, mas, se não temos tempo em quantidade, que possamos dar pelo menos qualidade às pessoas que convivem conosco.”Para aprimorar a concentração, os budistas usam a meditação, que acalma os pensamentos e evita que possíveis problemas, reais ou imaginários, desviem nossa atenção do que realmente importa: o agora.
6. Esforço entusiástico
Todas as conquistas ganham sabor especial quando alcançadas com esforço. Para o budismo, não é somente o bom resultado que nos alegra, mas o caminho que percorremos para consegui-lo. Na visão do autor, ainda que uma pessoa não alcance o que deseja, se tiver se dedicado a isso, ficará feliz no final, pois sabe que fez o seu melhor. Essa junção de prazer e dedicação é o esforço entusiástico, virtude capaz de tornar menos espinhosas até mesmo as tarefas mais difíceis. Ela pode se manifestar na forma de determinação para enfrentar um obstáculo, caso de um atleta que não poupa esforços para superar seus limites, na satisfação em fazer o que é certo e no trabalho em favor do próximo. Para entender isso, basta lembrarmos de pessoas que, em casos de desastres, largam tudo para socorrer os amigos e vizinhos e sentem-se muito felizes com isso. “Todos nós enfrentamos na vida adversidades as quais não podemos controlar, mas os grandes mestres nos mostraram outra dimensão de felicidade, relacionada ao fato de sermos íntegros o tempo todo, dando nosso melhor em todas as tarefas que fazemos, sejam elas para nós ou para os que convivem conosco”, afirma a lama Tsering.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Universo Budista

O Budista não crê num mundo externo independente, ou existindo separadamente, em cujas forças dinâmicas possa se inserir. O mundo externo e seu mundo interior são, para ele, apenas dois lados do mesmo tecido, no qual os fios de todas as forças e de todos os eventos, de todas as formas de consciência e de seus objetos, se acham entrelaçados numa rede inseparável de relações intermináveis e que se condicionam mutuamente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Férias

Entro de férias hoje e deixo esta linda imagem para que lembrem que o Deus em mim sauda o Deus em vocês e agradece o encontro virtual com todos que aqui vêm.
Até a volta.
NAMASTÊ!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Homem-Animal

O homem é uma corda estendida entre o animal e o super-homem, uma corda sobre um abismo.
É perigoso transpô-lo, é perigoso estar a caminho, olhar para trás, é perigoso tremer e ficar parado no lugar.
O que há de grande no homem é ele ser uma ponte e não um fim: o que pode ser amado no homem é ser ele transição e perdição.
Amo aqueles que não sabem viver senão perdendo-se, pois são eles que vão para o além.
Amo aqueles que desprezam muito, porque eles veneram muito e são as flechas da nostalgia para a outra margem.
Amo aqueles que não buscam detrás das estrelas uma razão de perder-se e sacrificar-se, mas que se sacrificam à terra, para que ela seja um dia a terra do super-homem.

O trágico e o sublime - O mundo como vontade e como representação

"O que dá ao trágico, seja ele qual for, sob qualquer forma que ele apareça, um autêntico impulso para o sublime, é o conhecimento que ele suscita de que o mundo e a vida não podem procurar nenhuma verdadeira satisfação, e por conseguinte não merecem que nos apeguemos a eles; é nisto que consiste o espírito trágico; ele leva portanto à resignação".

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Poética

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A criança divina e o herói, p.53.

Quando o Pequeno Príncipe, no seu caminho para a Terra, parou em diferentes tipos de planetas, habitados por diferentes tipos de aberrações humanas (as quais, mais tarde, descobriu em nosso planeta em grande quantidade), chegou em um, onde não havia mais ninguém, exceto um acendedor de lampiões.
E não havia mais nada, exceto um lampião de rua.
Pode até ser que este homem seja um tolo, ele disse, mas é menos tolo que o rei, que o vaidoso, que o empresário, que o beberrão.
Seu trabalho ao menos tem um sentido. Quando acende o lampião, é como se fizesse nascer mais uma estrela ou uma flor.
E mais tarde, acrescenta: No entanto, ele é o único que não me parece ridículo. Talvez por ser o único que se ocupa de outra coisa que não seja ele próprio.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Morre lentamente...

Morre lentamente... quem não lê, quem não viaja, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente... quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente... quem se transforma em escravo do hábito repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente... quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços.
Morre lentamente... quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, ou amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos...
Viva hoje ! Arrisque hoje ! Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !
NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ !

domingo, 1 de novembro de 2009

O indivíduo e a sociedade

Ninguem tem dado muita atenção ao indivíduo.
E isso é a raiz de todos os problemas.
Porque o indivíduo parece ser tão pequeno e a sociedade tão grande, as pessoas pensam que mudando a sociedade vamos mudar o indivíduo.
Isso não vai acontecer porque a "sociedade" é apenas uma palavra.
Existem somente indivíduos e não sociedade.
A sociedade não tem alma e você não pode mudar nada nela.
Só é possível mudar o indivíduo.
Conhecendo-se a ciência de como mudar o indivíduo então poderemos aplicá-la a todos os indivíduos.
E seremos uma sociedade harmoniosa