quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Relacionamentos

Para amar é preciso transbordar de amor e para compartilhar é preciso ter amor.
Quem se relaciona respeita e não possui. A liberdade do outro não é invadida, ele permanece independente. Possuir é destruir todas as possibilidades de se relacionar.
Relacionar é um processo. Relacionamento é diferente de relacionar-se: é completo, fixo, morto. Antes devemos nos relacionar conosco mesmo e escutar o coração para a vida ir além do intelecto, da lógica, da dialética e das discriminações.
É bom evitar substantivos e enfatizar os verbos. A vida é feita de verbos: amar, cantar, dançar, relacionar, viver.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Paradoxo do nosso tempo

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais, perdemos tempo demais em relações virtuais, e raramente estamos com Deus. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá e dentro. Por isso, valorize sua família, seus amores, seus amigos, a pessoa que lhe ama, e, aquelas que estão sempre ao seu lado."

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

AMAR É UMA DECISÃO, NÃO UM SENTIMENTO

-Um esposo foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe que já não amava sua esposa e que pensava em separar-se. -O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhes apenas uma palavra: -Ame-a. E calou-se. -Mas, já não sinto nada por ela! -Ame-a, disse-lhe novamente o sábio. -E diante do desconcerto do homem, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte: -Amar é uma decisão, não um sentimento; -Amar é dedicação e entrega. -Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. -O amor é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. -Esteja preparado porque haverão pragas, secas ou excessos de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim. -Ame quem está ao teu lado, aceite-a, valorize-a, respeite-a, dê afeto e ternura, admire e compreenda-a. Ame! POIS, A VIDA SEM AMOR, NÃO TEM SENTIDO. -A inteligência sem amor, te faz perverso. -A justiça sem amor, te faz implacável. -A diplomacia sem amor, te faz hipócrita. -O êxito sem amor, te faz arrogante. -A riqueza sem amor, te faz avaro. -A docilidade sem amor te faz servil. -A pobreza sem amor, te faz orgulhoso. -A beleza sem amor, te faz ridículo. -A autoridade sem amor, te faz tirano. -O trabalho sem amor, te faz escravo. -A simplicidade sem amor, te deprecia. -A oração sem amor, te faz introvertido. -A lei sem amor, te escraviza. -A política sem amor, te deixa egoísta. -A fé sem amor te deixa fanático. -A cruz sem amor se converte em tortura, e a vida sem amor... não tem sentido.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

DESTRALHE-SE


Temos mania de colecionar e guardar o que não precisamos e essa mania nos intoxica. Hábitos, pensamentos, objetos, alimentos, relacionamentos, são exemplos de coisas que nos intoxicam e viram lixo que carregamos pela vida afora. Veja só o que diz Dona Francisca. - "Bom dia, como tá a Alegria"?, diz dona Francisca, minha faxineira rezadeira, que acaba de chegar. -"Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu te dar um Abraço que preste!" e ela me apertou. Na matemática de dona Francisca, "quatro abraços por dia dão para sobreviver, oito ajudam a nos manter vivos, 12 fazem a Vida Prosperar"...Falando nisso, "Vida nenhuma Prospera se estiver pesada e intoxicada". Já ouviu falar em toxinas da casa? Pois são objetos e roupas que você não gosta ou não usa, coisas feias ou quebradas, velhas cartas, plantas mortas ou doentes, recibos, jornais e revistas antigos, remédios vencidos, meias e sapatos estragados... Ufa, que peso! "O que está fora está dentro e isso afeta a saúde", aprendi com dona Francisca. - "Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa"!, ela diz, enquanto me ajuda a 'destralhar', ou liberar as tralhas da casa. O 'destralhamento' é uma das formas mais rápidas de transformar a vida e pode muito bem ajudar outras terapias... "A saúde melhora, a criatividade cresce e os relacionamentos se aprimoram", também ensina o Feng Shui, com a delicadeza própria das artes orientais. Para o Feng Shui, é comum se sentir cansado, deprimido ou desanimado em um ambiente cheio de entulho, pois "existem fios invisíveis nos ligando àquilo que possuímos". Outros possíveis efeitos do acúmulo e da bagunça: sentir-se desorganizado, fracassado e limitado, aumento de peso, apego ao passado... "No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga; na entrada, restringem o fluxo da vida; empilhadas no chão, nos puxam para baixo;acima, são dores de cabeça; sob a cama, poluem o sono". Então... Se dona Francisca falou e o Feng Shui concordou, nada de moleza! -"Oito horas para trabalhar, oito para descansar, oito para se cuidar!", diz a comadre. -E nada de limpar só por onde o padre passa... "DESTRALHE-SE" Perguntinhas úteis na hora de liberar os armários: Por que estou guardando isso? Será que tem a ver comigo hoje? O que vou sentir ao liberar? E vá fazendo pilhas separadas de doar, vender e jogar fora. Depois de destralhar, jogue sal grosso nos ralos. Ponha um prato com carvão no quarto (tira os cheiros e as energias ruins). Deixe um ramo de boldo em um copo d'água para purificar. Passou de bom! Para destralhar mais, livre-se de barulhos e luzes fortes, cores berrantes, odores químicos, revestimentos sintéticos, libere mágoas, pare de fumar, diminua o uso da carne, termine projetos inacabados. "Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará. Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá", arremata o mestre Jesus, no evangelho de Tomé. "Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente", diz a sabedoria oriental. O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente. Dona Francisca me conta que "as frutas nascem azedas e, no pé, vão ficando docinhas com o tempo". -A gente deveria de ser assim, ela diz. -"Destralhar ajuda a Adocicar."

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vendo a si mesmo

- Quando olhar os seus companheiros, procure enxergar a si mesmo - disse o mestre japonês Okakura Kakuso. - Mas isto não é uma atitude egoísta? - questionou um discípulo. - Se ficarmos preocupados conosco, jamais veremos o que os outros tem de bom para oferecer. - Oxalá sempre conseguíssemos ver as coisas boas que estão à nossa volta – contestou Kakuso. – Mas na verdade, quando olhamos o próximo, estamos apenas procurando defeitos. Tentamos descobrir sua maldade, porque desejamos que seja pior que nós. Nunca o perdoamos quando nos ferem, porque achamos que jamais seríamos perdoados por ele. Conseguimos feri-lo com palavras duras, afirmando que dizemos a verdade – quando estamos apenas tentando ocultá-la de nós mesmos. Fingimos que somos importantes, para que ninguém possa ver nossa fragilidade. “Por isso, sempre que estiver julgando o seu irmão, tenha consciência de que é você quem está no tribunal.” Digite aqui o resto do post

domingo, 13 de setembro de 2009

A arte de ser feliz

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes um galo canta. Às vezes um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

SEU BARCO ESTÁ ANCORADO AO CAIS CERTO?

Será que você não está perdendo pessoas importantes para sua existência imaginando que o caminho seja este, mas cego (ou cega) ao fato de que essas pessoas estão se afastando?Naturalmente, a vida não oferece garantias, apenas tendências. Mas são tendências controladas pelas pessoas que estão ao nosso lado. Se você está ao lado de realizadores, tende a ser uma pessoa realizadora. Se está ao lado de transformadores, você tende a ser uma pessoa transformadora. Se esta ao lado de pessoas equilibradas, tende a ser equilibrada. Se está ao lado de pessoas que têm ótimos relacionamentos, tenderá a tê-los também. Olhe ao redor e você se verá nos outros.Somos a média das cinco pessoas com as quais passamos mais tempo de qualidade. Mas, se está ao lado de pessoas confusas, com relacionamentos conturbados, perdidas e que delegam suas sortes ao que não entendem, prepare-se: sua tendência poderá ser muito confusa, com relacionamentos conturbados e cheias de desculpas que perpetuarão seus resultados indesejados.Quando a maré sobe, levanta todos os barcos. Apenas certifique-se de estar no cais certo e que seu barco não esteja amarrado com uma corda muito curta ao pier. Se estiver, os outros barcos subirão, mas o seu ficará submerso. E você dirá que não teve sorte... Passe a mão no telefone e restabeleça contato com as cinco pessoas que são como você deseja ser. Agora.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Prece Silenciosa

Em meu coração, eu aceito meu Ser Perfeito. Eu aceito que a alegria que eu quis já está em minha vida. Eu aceito que o amor que rezei por ter já está dentro de mim. Eu aceito que a paz que pedi já faz parte de minha realidade. Eu aceito que a abundância que procurei já preenche minha vida. Em minha verdade, eu aceito meu Ser Perfeito. Eu assumo responsabilidade por minhas próprias criações e todas as coisas que estão dentro de minha vida. Eu reconheço o poder do espírito que está em mim, e sei que todas as coisas são como devem ser. Em minha sabedoria, eu aceito meu Ser Perfeito. Minhas lições foram cuidadosamente escolhidas por mim mesmo, e agora eu caminho por elas em completa experiência. Meu caminho me leva em uma jornada sagrada com propósito divino. Minhas experiências se tornam parte de tudo que há. Em meu conhecimento, eu aceito o meu Ser Perfeito. Neste momento, eu me sento em minha cadeira de ouro e sei que sou um anjo de luz. Eu olho sobre a bandeja dourada- o presente do espírito- e sei que todos os meus desejos já foram realizados. Em amor por mim mesmo, eu aceito meu Ser Perfeito. Não faço julgamentos nem ponho fardos sobre mim mesmo. Eu aceito que tudo em meu passado foi dado em amor. Eu aceito que tudo neste momento vem do amor. Eu aceito que tudo no meu futuro resultará sempre em amor maior. Em meu ser, eu aceito minha perfeição. E assim é.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O espectro da consciência

A ciência cognitiva aborda o estudo da consciência, na investigação da mente com base nas estruturas neurobiológicas e nas funções bioquímicas do cérebro, enquanto que a investigação budista opera primordialmente, a partir de uma perspectiva em primeira pessoa. A abordagem central da psicologia budista envolve uma combinação de contemplação meditativa, que pode ser descrita como uma investigação fenomenológica; observação empírica da motivação, conforme manifestada através de emoções, padrões de pensamento e comportamento, e análise filosófica crítica. A meta principal da psicologia budista é superar o sofrimento, particularmente as aflições psicológicas e emocionais, dissipando tais aflições. Nas fontes budistas clássicas existem três disciplinas distintas para o estudo da consciência: o Abidarma, que se concentra no exame dos processos causais de centenas de estados mentais e emocionais, na experiência subjetiva de tais estados e seus efeitos sobre nossos pensamentos e comportamentos. Relaciona-se com a psicologia cognitiva e fenomenológica; a epistemologia budista que analisa a natureza e as características da percepção, o conhecimento e as relações entre linguagem e pensamento, com a finalidade de desenvolver uma estrutura conceitual para compreender os diversos aspectos da consciência – pensamentos, emoções, etc; e o Vajraiana, que usa a visualisação, pensamentos, emoções e várias técnicas físicas, como exercícios de ioga, num intenso esforço meditativo, para acentuar as maneiras saudáveis de ser e de transmutar as aflições da mente. Está interessado em transformar a mente para um estado mais sem aflições. A abordagem budista do estudo da consciência se baseia no entendimento das funções e nas modalidades da mente e sua dinâmica causal. Boa parte da investigação budista da consciência tem base empírica, o que sugere uma abordagem científica.

Ciência e Espiritualidade

Minha confiança em me aventurar pela ciência reside na minha crença básica de que, tanto na ciência quanto no budismo, a busca pela compreensão da natureza da realidade é feita por meio de investigação crítica: se a análise científica demonstrasse conclusivamente que certas afirmações do budismo são falsas, então deveríamos aceitar as descobertas e abandonar tais afirmações. O grande benefício da ciência é contribuir significativamente para o alívio do sofrimento no nível físico, mas será apenas por meio do cultivo das qualidades do coração humano e da transformação de nossas atitudes que começaremos a enfrentar e superar nosso sofrimento psicológico.