quarta-feira, 29 de abril de 2009

Mágoa

Uma vez, disse Bel Cesar, que estava muito magoada com algo que um amigo lhe dissera, então Rimpoche falou: "Não escute as palavras, elas são apenas a mente. Escute além das palavras. Assim, você vai encontrar o coração, e, de coração para coração, algo acontece. Passo a passo".
"A boca fala do que está cheio o coração."!
Segundo Rubem Alves, esse é um ditado da sabedoria judaica que se encontra nas escrituras sagradas. Que poderia ser a explicação sumária daquilo que a psicanálise tenta fazer: ouvir o que a boca fala para chegar ao que o coração sente.

Louva a Deus

“Viver é estar dialogando com Deus, esteja eu escrevendo, fazendo comida ou respondendo a entrevistas.
A vida é inteira, não pode ser por partes considerada. Eu inteira rezo, eu inteira escrevo, amo, choro, tenho raiva, rio. Qualquer separação nos reduz e é muito perigosa para a saúde”.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Lenha

Eu não sei dizer, o que quer dizer, o que vou dizer.
Eu amo você, mas não sei o que isso quer dizer.
Eu não sei porque, eu teimo em dizer que amo você. Se não sei dizer, o que quer dizer, o que vou dizer.... Se eu digo pare, você não repare o que possa parecer, Se eu digo siga o que quer que diga você não vai entender. Mas se eu digo venha você traz a lenha pra meu fogo acender... Se eu digo pare, você não repare o que possa parecer, Se eu digo siga o que quer que diga você não vai entender. Mas se eu digo venha você traz a lenha pra meu fogo acender...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Egrégora

Egrégora provém do grego "egrégoroi" e designa a força gerada pelos veículos somatórios de energias físicas, vitais, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas: ("onde houver duas ou três pessoas reunidas em meu nome, no meio eu estarei, disse Jesus."), que se reúnem com qualquer finalidade. Todos os agrupamentos humanos possuem suas egrégoras características: todas as empresas, clubes, religiões, famílias, partidos, etc. Segundo a ciência, as artes e a filosofia, nós vivemos no mundo das formas, e tudo o que nós percebemos pelos nossos cinco sentidos tem forma. Já os sentidos superiores: mental abstrato, intuitivo e consciência plena, através da clarividência etérica, astral e mental, mostram que respectivamente o mundo etérico, o mundo astral e o mundo mental, que interpenetram o mundo fisico, também têm formas, cores e sons próprios...

Dhyana-mudra

O gesto da meditação; mão direita sobre a esquerda, com as pontas dos polegares se tocando. Associado à meditação do buddha Shakyamuni sob a figueira de bodhi. Também é o gesto do dhyani-buddha Amitabha. No buddhismo Vajrayana, os mudras possuem uma função especial: fazer oferendas ou criar uma conexão do praticante com o buddha que é invocado pela repetição dos mantras.

Mudras

Os mudras são os gestos simbólicos que são associados aos buddhas. Esses gestos são muito utilizados na iconografia hindu e buddhista. Mudra, uma palavra com muitos significados, é caracterizada como gesto, posicionamento místico das mãos, como selo ou também como símbolo. Estas posturas simbólicas dos dedos ou do corpo podem representar plasticamente determinados estados ou processos da consciências. Mas as posturas determinadas podem também, ao contrário, levar aos estados de consciência que simbolizam. Parece que os mudras originaram-se na dança indiana, que é considerada expressão da mais elevado religiosidade. [...] O significado espiritual dos mudras encontra sua expressão perfeita na arte indiana. Os gestos das divindades representadas na arte hinduísta e buddhista e os atributos que os acompanham simbolizam suas funções ou aludem a determinados acontecimentos mitológicos. [...] No decorrer dos séculos, os buddhas e bodhisattvas representados iconograficamente com seus gestos simbólicos e atributos propiciaram o estado de espírito próprio da meditação e criaram uma profunda atmosfera de crença.

Mantra

Mantra (do sânscrito Man mente e Tra alavanca) é uma sílaba ou poema religioso normalmente em sânscrito. Os mantras originaram do hinduísmo, porém são utilizados também no budismo e jainismo.
Os mantras Tibetanos são entoados como orações, repetidos como as do cristianismo. Contudo, diferentemente do cristianismo, não constituem propriamente um diálogo com Deus. O budismo mahayana do Tibete usa mantras em tibetano, o zen-budismo do Japão os usa em japonês. John Blofeld encontrou em Hong Kong no começo do século XX mantras cuja língua ninguém sabia identificar, e que pareciam uma alteração de um original sânscrito. Para algumas escolas, especificamente as de fundamentação técnica, mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Porém, é fundamental que pertença a uma língua morta, na qual os significados e as pronúncias não sofram a erosão dos regionalismos por causa da evolução da língua. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras ou vibrar canais energéticos afim de desobistrui-los.

O Mantra da Compaixão

Pronúncia Tibetana OM MANI PEME HUNG - mantra de Chenrezi - Pronúncia Sâncrita - OM MANI PADME HUM - mantra de Avalokiteshvara - O Verdadeiro Som da Verdade
Uma antiga estória nos conta de um devotado praticante de meditação, depois de anos concentrado em um mantra em particular, havia conquistado insight suficiente para começar a ensinar. A humildade do estudante estava longe de ser perfeita, mas os mestres no mosteiro não se preocupavam com isso.Com alguns anos ensinando com sucesso deixaram o praticante certo de que não precisava aprender com mais ninguem; mas ao ouvir falar de um famosos ermitão que vivia nas proximidades, viu que a oportunidade era muito atraente para ser deixada de lado.O ermitão vivia sozinho em uma ilha no meio de um lago, desta forma o praticante contratou um homem com um barco para atravessá-lo até a ilha. O praticante foi muito respeitoso com o velho ermitão. Depois de tomarem chá com ervas o praticante perguntou ao ermitão sobre suas práticas espirituais. O velho lhe disse que não tinha nenhuma prática espiritual, exceto por um mantra que ele repetia o tempo todo para si mesmo.. O praticante estava extasiado: o ermitão estava usando o mesmo mantra; mas quando o ermitão pronunciou o mantra em voz alta, o praticante ficou estarrecido!"O que está errado?" perguntou o ermitão"Eu não sei o que dizer. Eu temo que você desperdiçou todas a sua vida! O senhor está pronunciando o mantra de forma incorreta!"Oh! Isto é terrível. Como eu deveria dizê-lo?Ö praticante deu a pronúncia correta, e o velho ermitão ficou muito agradecido, pedindo para ser deixado a sós para que pudesse começar imediatamente na prática. Na travessia de volta o praticante, agora obviamente um mestre completo, ficou refletindo sobre o triste destino do velho ermitão."Foi muita sorte eu ter vindo. Pelo menos ele terá um pouco de tempo para praticar corretamente antes de morrer."Neste instante, o praticante percebeu que o barqueiro estava olhando assustado, e se virou para ver o ermitão de pé, respeitosamente, sobre a água perto do barco."Com licensa, por favor. Sinto incomodá-lo, mas eu esquecí de novo a pronúncia correta. Você por favor poderia repetí-la para mim?"" Obviamente o senhor não precisa disto,"gaguejou o praticante, mas o velho insistiu em seu pedido educado até que o praticante demonstrou piedade e repetiu para ele novamente.O velho ermitão ficou dizendo o mantra muito cuidadosamente, devagar e repetidamente, assim que caminhava sobre a superfície da água de volta para a ilha.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Observador interno.

O testemunhar é encontrar seu espelho interior. E, uma vez que você o tenha encontrado, milagres começam a acontecer. Quando você, está simplesmente testemunhando seus pensamentos, eles desaparecem. Então, subitamente, existe um extraordinário silêncio que você jamais conhecera. Quando você está observando seus estados de ânimo - raiva, tristeza, felicidade - eles de repente desaparecem e um silêncio ainda mais grandioso é experienciado. Quando não existe nada para observar, então a revolução: a energia do testemunhar volta-se a si mesma, porque não existe nada que a impeça, não sobrou nenhum objeto. A palavra "objeto" é linda. Significa simplesmente aquilo que o impede, que "objeta" você.

Individualidade

Quando digo que você tem de desaparecer para a realização do supremo, eu não quero dizer você; quero dizer o você, que você não é.
Quero dizer o você que você pensa que é. O você que você percebe quando é um com a existência não é o velho você. Aquele era sua personalidade e este é a sua individualidade. Aquele foi dado pela sociedade e este é a natureza, a realidade, um presente da existência.

sábado, 18 de abril de 2009

O Poder do Agora

Não crie resistência sentimental ao agora. Deixe que as coisas sejam como são. Ninguém tem uma vida livre de sofrimento e mágoa.
Não é uma questão de aprender a viver com isso, em vez de tentar evitar? A maior parte do sofrimento humano é desnecessária. Ele se forma sozinho, enquanto a mente superficial governa a nossa vida. O sofrimento que sentimos neste exato momento é sempre alguma forma de não-aceitação, uma forma de resistência inconsciente ao que é. No nível do pensamento, a resistência é uma forma de julgamento. No nível emocional, ela é uma forma de negatividade. O sofrimento varia de intensidade de acordo com o nosso grau de resistência ao momento atual, e isso, por sua vez, depende da intensidade com que nos identificamos com as nossas mentes. A mente procura sempre negar e escapar do Agora. Em outras palavras, quanto mais nos identificamos com as nossas mentes, mais sofremos. Ou ainda, quanto mais respeitamos e aceitamos o Agora, mais nos libertamos da dor, do sofrimento e da mente. Por que a mente tem o hábito de negar ou resistir ao Agora? Porque ela não consegue funcionar e permanecer no controle sem que esteja associada ao tempo, tanto passado quanto futuro, e assim ela vê o atemporal Agora como algo ameaçador. Na verdade, o tempo e a mente são inseparáveis. Imagine a Terra sem a vida humana, habitada apenas por plantas e animais. Será que ainda haveria passado e futuro? Será que as perguntas "que horas são?" ou "que dia é hoje?" teriam algum sentido para um carvalho ou uma águia? Acho que eles ficariam intrigados e responderiam: "Claro que é agora. A hora é agora. O que mais existe?"Não há dúvidas de que precisamos da mente e do tempo, mas, no momento, em que eles assumem o controle das nossas vidas, surgem os problemas, o sofrimento e a mágoa. Para ter certeza de que permanece no controle, a mente trabalha o tempo todo para esconder o momento presente com o passado e o futuro. Assim, a vitalidade e o infinito potencial criativo do Ser, que é inseparável do Agora, ficam encobertos pelo tempo e a nossa verdadeira natureza é obscurecida pela mente. Todos nós sofremos ao ignorar ou negar cada momento precioso ou reduzi-lo a um meio para alcançar algo no futuro, algo que só existe em nossas mentes, nunca na realidade. O tempo acumulado na mente humana encerra uma grande quantidade de sofrimento cuja origem está no passado.Se não quer gerar mais sofrimento para você e para os outros, não crie mais tempo, ou, pelo menos, não mais do que o necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida. Como deixar de "criar" tempo? Tendo uma profunda consciência de que o momento presente é tudo o que você tem. Faça do Agora o foco principal da sua vida. Se antes você se fixava no tempo e fazia rápidas visitas ao Agora, inverta essa lógica, fixando-se no Agora e fazendo visitas rápidas ao passado e ao futuro quando precisar lidar com os aspectos práticos da sua vida. Diga sempre "sim" ao momento atual. O que poderia ser mais insensato do que criar uma resistência interior a alguma coisa que já é? O que poderia ser mais insensato do que se opor à própria vida, que é agora e sempre agora? Renda-se ao que é. Diga "sim" para a vida e veja como, de repente, a vida começa a trabalhar mais a seu favor em vez de contra você.Às vezes, o momento atual é inaceitável, desagradável ou terrível.As coisas são como são. Observe como a mente julga continuamente o comportamento, atribuindo nomes às coisas. Entenda como esse processo cria sofrimento e infelicidade. Ao observarmos o mecanismo da mente, escapamos dos padrões de resistência e podemos então permitir que o momento atual exista. Isso dará a você uma prova do estado de liberdade interior, o estado da verdadeira paz interior. Veja então o que acontece e parta para a ação, caso necessário ou possível.Aceite, depois aja. O que quer que o momento atual contenha, aceite-o como uma escolha sua. Trabalhe sempre com ele, não contra. Torne-o um amigo e aliado, não seu inimigo. Isso transformará toda a sua vida, como por milagre

Oração para ser uma velhinha legal

Ó Senhor, tu sabes melhor do que eu, que estou envelhecendo a cada dia. Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo em toda e qualquer ocasião. Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer por em ordem a vida dos outros.
Ensina-me a pensar nos outros e ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, mesmo considerando, com modéstia, a sabedoria que acumulei e que penso ser uma lástima não passar adiante. Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos, e que só se preserva os amigos e filhos quando não há intromissão. Livra-me, também, Senhor da tolice de querer contar tudo com detalhes e minúcias e dê-me asas para voar diretamente ao ponto que interessa. Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças. Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada ano que passa. Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias; seria pedir muito. Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com paciência. Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errada em algumas ocasiões. Já descobri que as pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis. Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço: mantenha-me o mais amável possível. Livrai-me de ser santa. É difícil conviver com santos!Mas uma velha rabugenta, Senhor, é obra-prima de Satã. AMÉM!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A busca da felicidade

Pesquisas desvendam os mecanismos do prazer e da felicidade. Como esse novo conhecimento pode melhorar sua vida? Felicidade é um truque. Um truque da natureza concebido ao longo de milhões de anos com uma só finalidade: enganar você. A lógica é a seguinte: quando fazemos algo que aumenta nossas chances de sobreviver ou de procriar, nos sentimos muito bem. Tão bem que vamos querer repetir a experiência muitas e muitas vezes. E essa nossa perseguição incessante de coisas que nos deixem felizes acaba aumentando as chances de transmitirmos nossos genes. "As leis que governam a felicidade não foram desenhadas para nosso bem-estar psicológico, mas para aumentar as chances de sobrevivência dos nossos genes a longo prazo", escreveu o escritor e psicólogo americano Robert Wright, num artigo para a revista americana Time. A busca da felicidade é o combustível que move a humanidade – é ela que nos força a estudar, trabalhar, ter fé, construir casas, realizar coisas, juntar dinheiro, gastar dinheiro, fazer amigos, brigar, casar, separar, ter filhos e depois protegê-los. Ela nos convence de que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e nos dá disposição para lutar por elas. Mas tudo isso é ilusão. A cada vitória surge uma nova necessidade. Felicidade é uma cenoura pendurada numa vara de pescar amarrada no nosso corpo. Às vezes, com muito esforço, conseguimos dar uma mordidinha. Mas a cenoura continua lá adiante, apetitosa, nos empurrando para a frente. Felicidade é um truque. E temos levado esse truque muito a sério. Vivemos uma época em que ser feliz é uma obrigação – as pessoas tristes são indesejadas, vistas como fracassadas completas. A doença do momento é a depressão. "A depressão é o mal de uma sociedade que decidiu ser feliz a todo preço", afirma o escritor francês Pascal Bruckner, autor do livro A Euforia Perpétua. Muitos de nós estão fazendo força demais para demonstrar felicidade aos outros – e sofrendo por dentro por causa disso. Felicidade está virando um peso: uma fonte terrível de ansiedade. Esse assunto sempre foi desprezado pelos cientistas. Mas, na última década, um número cada vez maior deles, alguns influenciados pelas idéias de religiosos e filósofos, tem se esforçado para decifrar os segredos da felicidade. A idéia é finalmente desmascarar esse truque da natureza. Entender o que nos torna mais ou menos felizes e qual é a forma ideal de lidar com a ansiedade que essa busca infinita causa.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Elegância

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.É uma elegância desobrigada.É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo.Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.É possível detectá-la em pessoas pontuais.Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.Oferecer flores é sempre elegante.É elegante não ficar espaçoso demais.É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.É elegante retribuir carinho e solidariedade.É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.É elegante a gentileza.Atitudes gentis falam mais que mil imagens...Abrir a porta para alguém é muito elegante...Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante...Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...Oferecer ajuda... é muito elegante...Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante...Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social.

sábado, 4 de abril de 2009

Influência da Arca do Conhecimento

E fico a meditar se depois que se navega, a algum lugar, enfim, se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barca, nem gaivota: Somente sobre-humanas companhias. .... De longe o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isso...

Domingo no céu

Alguns guardam o domingo indo à Igreja;
Eu o guardo ficando em casa,
Tendo um sabiá como cantor,
E um pomar por santuário.
Alguns guardam o domingo em vestes brancas;
Mas eu só uso minhas asas,
E ao invés do repicar dos sinos na Igreja,
Nosso pássaro canta na palmeira.
É Deus que está pregando, pregador admirável,
E o seu sermaõ é sempre curto;
Assim, ao invés de chegar ao céu só no final,
Eu o encontro o tempo todo no quintal.

O anjo e a lua

Hoje, ao ler "O infinito na palma da sua mão", de Rubem Alves, senti saudade de um anjo que me surgiu num encontro que tive com a lua. LUANA o anjo que veio da lua para a Ana. Me fez lembrar de Chico Buarque em "Pedaço de mim". "A saudade é o revés de um parto. A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu".

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Trios Importantes

Três verbos existem que, bem conjugados, serão lâmpadas luminosas em nosso caminho: Aprender, Servir, Cooperar. Três atitudes exigem muita atenção: Analisar, Reprovar, Reclamar. De três normas de conduta jamais nos arrependeremos: Auxiliar com a intenção do bem, Silenciar, Pronunciar frases de bondade e estímulo. Três diretrizes manter-nos-ão, invariavelmente, em rumo certo: Ajudar sem distinção, Esquecer todo mal, Trabalhar sempre. Três posições devemos evitar em todas as circunstâncias: Maldizer, Condenar, Destruir. Possuímos três valores que, depois de perdidos, jamais serão recuperados: A hora que passa. A oportunidade de elevação. A palavra falada. Três programas sublimes se desdobram à nossa frente revelando-nos a glória da Vida Superior: Amor, Humildade, Bom ânimo. Que o Senhor nos ajude, pois, em nossas necessidades, a seguir sempre três abençoadas regras de salvação: Corrigir em nós o que nos desagrada em outras pessoas. Amparar-nos mutuamente. Amar-nos uns aos outros.