quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O espectro da consciência

A ciência cognitiva aborda o estudo da consciência, na investigação da mente com base nas estruturas neurobiológicas e nas funções bioquímicas do cérebro, enquanto que a investigação budista opera primordialmente, a partir de uma perspectiva em primeira pessoa. A abordagem central da psicologia budista envolve uma combinação de contemplação meditativa, que pode ser descrita como uma investigação fenomenológica; observação empírica da motivação, conforme manifestada através de emoções, padrões de pensamento e comportamento, e análise filosófica crítica. A meta principal da psicologia budista é superar o sofrimento, particularmente as aflições psicológicas e emocionais, dissipando tais aflições. Nas fontes budistas clássicas existem três disciplinas distintas para o estudo da consciência: o Abidarma, que se concentra no exame dos processos causais de centenas de estados mentais e emocionais, na experiência subjetiva de tais estados e seus efeitos sobre nossos pensamentos e comportamentos. Relaciona-se com a psicologia cognitiva e fenomenológica; a epistemologia budista que analisa a natureza e as características da percepção, o conhecimento e as relações entre linguagem e pensamento, com a finalidade de desenvolver uma estrutura conceitual para compreender os diversos aspectos da consciência – pensamentos, emoções, etc; e o Vajraiana, que usa a visualisação, pensamentos, emoções e várias técnicas físicas, como exercícios de ioga, num intenso esforço meditativo, para acentuar as maneiras saudáveis de ser e de transmutar as aflições da mente. Está interessado em transformar a mente para um estado mais sem aflições. A abordagem budista do estudo da consciência se baseia no entendimento das funções e nas modalidades da mente e sua dinâmica causal. Boa parte da investigação budista da consciência tem base empírica, o que sugere uma abordagem científica.

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