segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sonhos

Os sonhos são em suas diferentes formas e símbolos a expressão de nossa vida cotidiana. Se não há harmonia, se não há ordem em nossa vida cotidiana de relação, então os sonhos são uma continuação dessa desordem. Enquanto dormimos o cérebro produz essa ordem à partir dessa confusão. Nessa luta diária entre a ordem e a desordem o cérebro se desgasta. A total percepção da desordem na relação, tanto privada como pública, pessoal ou distante, o dar-se conta do que se é durante as horas conscientes do dia, produz ordem onde imperava a desordem e o cérebro não necessita mais ordenar a desordem enquanto dormimos. A ordem na totalidade da consciência, não só no nível consciente, se produz quando cessa completamente a divisão entre o observador e o observado. Transcende-se o que é quando o observador que é o passado, que é o tempo, chega a seu fim. O presente ativo, o que é, não se acha escravo do tempo, como o observador. Só quando a mente, o cérebro e o organismo têm esta ordem total durante o sono, que existe uma percepção profunda desse estado inespressável em palavras, desse movimento intemporal. Isto é a meditação em sua expressão máxima e completa. A ordem é a mais alta forma de virtude, sensibilidade, inteligência. Quando existe esta grande beleza da ordem, da harmonia, o cérebro não está incessantemente ativo; certas partes se encarregam da memória e o resto fica livre do ruído da experiência, livre para a harmonia e o silêncio. O silêncio e o ruído da memória se movem juntos e produzem inteligência. A meditação consiste em estar livre do conhecido e operar no campo do desconhecido. Não há um EU.

1 comentários:

AMRITA PAKI disse...

Vejam só, hoje, 30.07, lembrei do que sonhei hoje. Dormindo, claro. Pois que também se sonha acordado. Fui curada da minha dificuldade de expressar amor. Fiz uma cirurgia no coração. Não lembro como, mas eu sei que abriram meu coração e tiraram de dentro dele o que me impedia de amar. Foi meu organismo se regulando e fazendo a limpeza necessária. Gratidão eterna a meus mestres.