Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações alegres,porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
2 comentários:
Enviado pelo Kenneth. Grata meu amigo.
Esta poesia está comigo, ou em minha vida a muito tempo... As vezes a envio para alguns amigos. Ela sempre me faz lembrar que a falta que tenho é de minha identidade, perdida em algum lugar!!! Abraço Ana.
kenneth
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