sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Starry night

Pinte suas cores de azul e cinza Olhe os dias de verão Com olhos que conhecem a escuridão da minha alma Sombras nas colinas Desenhe as árvores e os narcisos Sinta a brisa e os arrepios de inverno Em cores na terra de neveAgora eu entendo O que você tentou me dizer E como você sofreu por sua sanidade E como você tentou os libertar Eles não queriam ouvir Eles não sabiam como Talvez eles te ouçam agora Noite estrelada Flores em fogo com chamas brilhantes Nuvens que giram em uma roxa neblina Refletem nos olhos azuis de Vincent Cores mudando de tom Campos matutinos de grãos âmbar Rostos cansados com dor São acalmados pelas mãos afetuosas do artista Agora eu entendo O que você tentou me dizer E como você sofreu por sua sanidade E como você tentou os libertar Eles não queriam ouvir Eles não sabiam como Talvez eles te ouçam agora Porque eles não podiam te amar Mas mesmo assim seu amor era verdadeiro E quando não havia mais esperança Naquela noite estrelada Você tirou sua propria vida, como amantes geralmente fazem Mas eu poderia ter te falado Vincent Esse mundo nunca foi um bom lugar pra pessoas tão bonitas como você Noite estreladaRetratos pendurados em paredes vazias Cabeças sem porta-retratos em paredes sem nomes Com olhos que observam o mundo e não esquecem Como os estranhos que você conheceu Os homens acabados, com roupas rasgadas O espinho prateado de rosas sangrentas Está esmagado e quebrado, na neve virgem Agora eu acho que sei O que você tentou me dizer E como você sofreu por sua sanidade E como você tentou os libertar Eles não queriam ouvir Ainda não estão ouvindo Talvez nunca ouvirão

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